Judite

É segunda de manhã e carros já atropelam as faixas de pedestres mandando suas mensagens deliberadamente através de uma sinfonia semi-organizada de buzinas ensurdecedoras.

Judite clama por um pão na chapa e um pingado, na padaria do outro lado da rua.
Judite tenta cruzar a rua, em vão.
Judite insiste, mas desiste.

Enquanto sobe o lance de escadas recém descidos, percebe que as buzinas diminuem seu pesar.

Pensa alto “há de chegar o dia em que pessoas serão capazes de controlar seus carros emocionais”, enquanto bate com força em sua cafeteira elétrica semi-funcional.


Processando…
Sucesso! Você está na lista.

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