O tempo

Acordo cedo e contemplo o sol de janeiro. Penso nas atividades do dia, nas contas do mês e na passagem da vida. Faço um misto enquanto a cafeteria apita sem cessar, seu som se mistura com os batuques de carnaval, interferência construtiva, alguns afirmam. Como, bebo, penso e saio. Chego no trabalho e a chuva aperta. É pau, é pedra, é o fim do caminho!

Digo bom dia, primeira mentira. Trabalho, café, trabalho. Ligo para minha mãe que está fazendo aniversário. Vou para o banheiro e lavo as mãos por alguns minutos. Volto para quadrilha, uma massa de pessoas que dança ininterruptamente.

Me dou a luxo de tirar um tempo pra pensar. Penso. Logo compro o presente de dia dos pais, enquanto espero ansiosamente pela primavera. O expediente acaba e o trânsito começa. E me espera, sem pressa. As águas de setembro lavam o carro e o cachorro que transita pela calçada. Parece com pressa.

Chego em casa e aceno pra algumas crianças brincando no saguão do prédio, não recebo na em troca. Ação de graças? Nem pensar. O que você vai comprar na black friday? Me perguntam enquanto tiro uma cerveja da geladeira. Um relógio. Silêncio. Outro relógio? Não precisava. Feliz Natal! Me dou a luxo de pensar. Penso. Durmo. Acordo cedo e contemplo o sol de janeiro. Penso nas atividades do dia, nas contas do mês e na passagem da vida.


Processando…
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